Sexta-feira, Abril 17, 2009

Apetecia-me Fazer Uma Loucura!

Apetecia-me fazer uma loucura. Não estou a dizer que me mandaria de um arranha-céus sem qualquer corda, por mais piada que isso tivesse. Queria algo incomum, imoral, ilógico e todas aquelas palavras começadas por “i” que tornam tudo, simultaneamente, tão louco e tão belo.

Queria gritar pela janela tudo o que me apetecesse, os meus vizinhos não iam gostar. E então? Quem são eles? Nesse mundo, eu era livre para fazer o que me apetecesse sem quaisquer consequências, totalmente livre. E não posso ser? Tantas regras que nos prendem, restringem e sufocam. Por favor, matem-se todos e as vossas regras.

Queria um pouco de espaço, um pouco de tempo, mais tempo. Agora tenta lá lutar contra tudo sem sofrer a anestesia da realidade. Agora tenta lá ser feliz quando estás agarrado a 1001 cordas, funcionando como uma marioneta da sociedade triste, grotesca e medieval – an eye for an eye.

Vamos ali apanhar chuva, estamos constipados? Qual é o problema? Não te apetece fazer uma loucura? Não te apetece lutar contra todas as condições meteorológicas, físicas, psicológicas, ou qualquer outra matéria do saber ou da razão? Quero lá saber, eu vou! Vens comigo?


Cumprimentos


P.S.: You're only given a little spark of madness. You mustn't lose it. (Robin Williams)